O crescimento da diabetes constitui um desafio à sociedade e ao sistema de saúde, ao qual urge dar resposta, tal como foi salientado na Resolução de 14 de Março de 2012 do Parlamento Europeu.

Com efeito, a diabetes atinge cerca de um milhão de portugueses, dos quais quase metade o desconhece, e é a única doença cuja taxa de letalidade se encontra em crescimento. Segundo o Programa Nacional Para a Diabetes 2017, considerando o envelhecimento da população entre os 20 e os 79 anos e a sua repercussão na prevalência da diabetes estima-se que em 2015 a prevalência da diabetes no território nacio­nal seja de 13,3%. No Nordeste Transmontano, a Diabetes tem uma prevalência de 10,3%, com distribuição equitativa por género e maior incidência na faixa etária acima dos 65 anos de idade (68%)

A Diabetes é fator de risco determinante para as principais causas de morte no nosso país, nomeadamente, as doenças cardiovasculares, as doenças respiratórias, insuficiência renal crónica ou o cancro, sendo responsável direta por afeções que provocam elevado grau de incapacidade e diminuição acentuada da funcionalidade, como a cegueira e a amputação, resultando em elevados custos pessoais, sociais e económicos individuais e para o sistema de saúde.

O diagnóstico precoce e a intervenção atempada diminuem substancialmente o risco de complicações na diabetes. Por outro lado, as pessoas com a diabetes bem controlada terão melhores índices de saúde e consequentemente melhor qualidade de vida.

Neste contexto, a coordenação entre níveis de cuidados configura-se essencial para a melhoria de todos os processos de assistência e acompanhamento na diabetes. Essa interligação poderá ser levada a cabo por Unidades Coordenadoras Funcionais para a Diabetes (UCFD), em colaboração estreita com todas as unidades funcionais dos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e dos serviços hospitalares. 

As UCFD foram criadas com base no Despacho nº 3052/2013 emitido em Diário da República, 2ª série – Nº 40 – 26 de fevereiro de 2013 (Consulte aqui)

A UCFD da Unidade Local de Saúde do Nordeste (ULSNE) foi criada em 2013 e tem na sua constituição atualmente a seguinte equipa multidisciplinar:

    • Dois médicos dos Cuidados de Saúde Primários (Raúl Sousa e Joana Vicente);
    • Dois enfermeiros da Unidade Cuidados na Comunidade (Margarida Parra e Ricardo Ribeiro);
    • Uma médica hospitalar (Elisa Tomé);
    • Uma enfermeira hospitalar (Júlia Gonçalves).


Esta equipa tem como principal função zelar pelo cumprimento das responsabilidades incumbidas pelo Despacho  nº 3052/2013 sendo um ponto de ligação entre as equipas coordenadoras concelhias das 14 Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados e as três Unidades Hospitalares da ULSNE.